Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Segundo Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito a dignidade humana. No início desse ano, por exemplo, após o rompimento da barragem de Brumadinho, pessoas de todo o país doaram água e alimento para as vítimas da tragédia. Entretanto, quando se observa a questão da doação de órgãos tal solidariedade parece inexistir.
Convém ressaltar, em primeiro lugar, que o problema advém, em muito, da falta de informação. Hoje, no país, campanhas midiáticas que informam e incentivam a sociedade a doar sangue ainda são escassas. O Brasil é campeão mundial em acidentes no trânsito, fato que se intensifica com a chega de feriados nacionais, aumentando o número de transfusões sanguíneas. É válido, portanto, que o aumento no número de doadores se faz necessário.
Outrossim, se destaca a proibição de homossexuais de fazerem doação. Em 1980, por consequência do surto mundial de HIV, a Organização Mundial da Saúde colocou homossexuais no grupo de risco para doar sangue. Sem dúvida, uma decisão equivocada , visto que heterossexuais também transmitem o vírus da AIDS. Hoje, segundo dados do IBGE, hemocentros de todo o país perdem cerca de 19 milhões de litros de sangue por ano por consequência de tal proibição. Consoante aos fatos analisados, é evidente que medidas são necessárias para resolver esse impasse.
Em conclusão, o Governo Federal de aprovar a lei que concede permissão de doação à homossexuais a fim de haja aumento da quantidade de sangue presente nos hemocentros. Ademais, é importante que possa haver divulgação midiática acerca do assunto para que a desinformação não tome posse da sociedade brasileira.