Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. De maneira análoga, após a Segunda Guerra Mundial, mesmo nefasta pelos pontos negativos, é evidente sua importância nos dias atuais, um dos exemplos mais expressivos em âmbito positivo é o desenvolvimento da medicina. Conquanto, a transfusão de sangue é um processo por grande parcela da população, mesmo enfrentado inúmeros obstáculos quando se trata de doação. Não há, além disso, campanhas objetivas que esclareçam à população sobre a sua importância e quais são os requisitos. Sob esse aspecto, convém a causa do problema em questão.

Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país - ordem e progresso -, retratam os objetivos da nação. Para avançar é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, segundo os especialistas, a falta de conscientização da população é um dos principais limitadores para o aumento de doares no Brasil. Com isso, a realidade é justamente o resultado refletido na cultura movida pelo individualismo. Conforme jornalista e dramaturgo Irlandês, é impossível progredir sem mudanças. Nessa perspectiva, o Brasil precisa se preparar para captar o doador desde criança. Sem essa política, não será possível construir o doador do futuro.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de políticas voltadas a doação de sangue no ambiente educacional. De acordo com Zygmount Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Desse modo, é necessário discussão do assunto, primordialmente nos centros de ensino e principalmente os investimentos estruturais para receber os doadores e armazenar o sangue coletado em ambientes seguros. Segundo o filósofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Portanto, precisa investir em medidas que solucionem esse problema.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um mundo melhor. Logo, os obstáculos para doação de sangue no Brasil é o inconivente social que precisa ser extirpado do país. Dessa maneira, cabe ao Estado em parceira com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, investir em novas ações de programas sociais, com intuito de abordar no espaço educacional, principalmente nas escolas, por meio de campanhas públicitárias, a importância da doação, para que as pessoas entendam a necessidade e se disponham a doar sangue regularmente. Assim, será possível evitar esse conflito de cunho social e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel.