Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 27/09/2019
No século xx,período marcado pela Revolução Informacional, a implementação de novas tecnologias revolucionou a sociedade da época, posto que posturas e costumes nunca antes vistos surgiram nas relações sociais, como inovações em técnicas cirúrgicas e a consolidação das mídias virtuais.Nesse sentido, muito se tem discutido acerca dos desafios para a doação de sangue no país, uma vez que imoralidades oriundas dessa situação têm acometido a integridade de milhares de indivíduos.Dito isso, a questão cultural e a ineficiência de medidas educativas são pontos que valem ser destacados.
Inicialmente, é válido ressaltar que o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda relatou, em seu livro ‘‘Raízes do Brasil’’, que o homem é um ser cordial , o qual vive e se relaciona de acordo com uma cultura local.Nesse viés, na contemporaneidade, os preconceitos existentes no território nacional e os ideais defendidos por determinadas entidades, além de confirmarem o raciocínio do antigo pensador, têm gerado atos deliberados que acometem o bem-estar dos cidadãos, como a discriminação à cura de doenças por transplantes e por doações.Essa situação é ratificada com a oposição de algumas religiões às práticas de transfusão sanguínea, como a instituição Testemunhas de Jeová.Nessa ótica, a perpetuação de valores nas relações sociais inibe, de modo significativo, o aperfeiçoamento da cordialidade entre os cidadãos e o combate de patologias fatais.
Além disso, outro aspecto que pode ser destacado é que a ineficiência de medidas socioeducativas justifica, de certo modo, a permanência de condutas que impedem a consolidação das doações de sangue no país.Esse fato é corroborado com a carência, em grande parte da escolas, da matéria de Ética e Valor.Nesse sentido, a ausência de informações imprescindíveis para o desenvolvimento de posturas cidadãs inibe qualquer perspectiva de evolução nas relações sociais, questão que confirma a teoria do filósofo Bordieu ,o qual disse que os preconceitos estão baseados na perpetuação de valores.
Portanto, é indispensável a atuação das Escolas nesse panorama. Por intermédio de medidas socioeducativas, essas instituições devem realizar palestrar sobre a temática ao público infantil e devem criar mostras científicas abertas para a sociedade, as quais, por meio de vídeos demonstrativos, cartazes e teatros, tenham o objetivo de esclarecer, de modo tolerante e respeitoso , sobre a importância da doação de sangue para o combate de enfermidades. Ademais, o MEC, mediante a decretos, deve tornar obrigatório o ensino da matéria de Ética e Valor em todas os recintos educacionais do país,a qual tenha finalidade, por intermédio de testes interdisciplinares e de gincanas didáticas, de conscientizar os indivíduos acerca dos preconceitos que impedem a efetividade da doação de sangue e de incentivar posturas favoráveis a esse método.