Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 28/09/2019

Para o sociólogo Émile Durkheim, a coesão social existe quando os indivíduos voluntariamente tomam atitudes que visem o bem-estar de todos. Porém, no que se refere a doação de sangue, a sociedade brasileira se encontra distante desta ideia. Nesse sentido, a falta de informação e a crença em mitos fazem com que a problemática persista.

Em primeiro lugar, o assunto é pouco difundido, especialmente na infância, o que acarreta em desconhecimento por parte da população presente e futura. Vale ressaltar a Revolta da Vacina, ocorrida no século XX, em que medidas de saúde pública foram mediadas com violência porque os cidadãos recusaram o tratamento, pois não sabiam do que se tratava. Não obstante da realidade atual, a falta de divulgação em relação a doação de sangue deixa os brasileiros distantes do que seria ideal em número de doadores, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saber: 3%.

Em segundo lugar, na saga Harry Potter, a personagem Rita Skeeter é responsável por uma série de malefícios nos imaginários pessoais, através dos mitos que cria sobre outros indivíduos. JK Rowling, a autora, contribui para o diálogo da doação de sangue ao retratar como a desinformação aliada aos mitos pode prejudicar o imaginário social. Como consequência, existe um ato descontínuo de doações por escassez de conscientização.

Destarte, com base nos argumentos supracitados, entende-se que a doação de sangue precisa ser discutida com mais afinco. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação promova campanhas informativas nas escolas, com o intuito de que se tenham adultos doadores e sensíveis sobre a questão. Outrossim, através de sites que mostrem a localização de hemocentros próximos e séries jornalísticas, a mídia brasileira incentivaria  as doações, para que a desinformação não seja uma realidade. Assim sendo, a sociedade, no Brasil, apresentará a coesão social proposta por Émile Durkheim.