Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/10/2019
A doação de sangue, no Brasil, corresponde a 1,8% de doadores, apesar de o país não ter muitos problemas quanto a isso, a Organização das Nações Unidas indica que é apropriado que de 3% a 5% da população de um país doe sangue. Nesse contexto, a falta de educação informacional implica em uma sociedade pouco consciente da importância desta ação, ademais as restrições a homens homossexuais impede que o percentual de doadores cresça.
Cabe ressaltar a princípio, que o desfalque educacional é um fator responsável pelo percentual de doadores de sangue, visto que a desinformação resulta em uma sociedade sem consciência desta ação essencial no salvamento de vidas. Segundo Yêda, presidente da Homepe (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco): “O Brasil não se prepara para captar o doador desde criança. Sem essa política não construímos o doador do futuro’’. Nesse contexto, o incentivo educacional desde a infância dos benefícios desta solidariedade é indispensável para que se tenha uma sociedade composta por cidadãos motivados à doação de sangue.
Outrossim, a restrição de abstinência sexual de 1 ano para homens homossexuais burocratiza a doação por parte destas pessoas. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 18,9 milhões de litros de sangue são desperdiçados por ano, devido a esta problemática. A situação demonstra que o percentual de doadores poderia ser elevado, caso esta norma não existisse como no México, por exemplo, que leva em conta os comportamentos de risco e não a sexualidade dos doadores.
Em suma, é necessário que o Ministério da Educação inseria palestras nas escolas, ministradas por agentes de homocentros para informar os alunos da importância de doar sangue, a fim de expor os benefícios da ação e motivá-los para que futuramente se tornem doadores. Além disso, o Ministério da Saúde deve vetar a restrição de abstinência para homossexuais, assim sendo possível aumentar o percentual de doadores.