Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Funcionando como a Primeira Lei de Newton, na qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento a não ser que seja aplicada uma força suficiente sobre ele, capaz de mudar o seu percurso, o processo de doação de sangue ainda é um problema do Brasil. Com isso, ao invés de atuarem como a força descrita por Newton, capaz de mudar essa problemática, da permanência para à extinção, a combinação de falta de conhecimento com falhas nos bancos coletores, contribui para a situação atual.
Segundo pesquisas do Portal G1, a maioria dos brasileiros tem medo de doar sangue, pois acredita que a doação afeta a saúde e, por conseguinte, preferem não doar. Prova disso, é justamente um dos fatores que caracterizam esse problema: a falta de conhecimento no assunto. Muitas pessoas acreditam que doar sangue pode levar os doadores a quadros hemorrágicos e anêmicos, porém é cientificamente comprovado que isso não é verdade. Assim, muitos cidadãos não se “arriscam” a doar e, por isso, cada vez mais quem precisa fica sem esperança em conseguir o sangue.
Ademais, por se tratar de uma questão de saúde pública, o Ministério da saúde deveria estar mais preocupado com essa situação, no entanto, não está. Grande exemplo disso, o HEMORIO, um importante centro de coleta, recebe muito pouco recurso do Estado e, consequentemente, acaba enfrentando problemas com salários dos funcionários, equipamentos, limpeza e gestão dos bancos de sangue. Desse modo, a falta de verbas nos centros coletores tem sido a principal causa do aumento no número de pacientes sem ter sucesso nos processos de transfusão e que, tem ocasionado a morte de muitas pessoas por: Leucemia, Anemia e Malária.
Desarte, faz-se mister que o Estado brasileiro em conjunto com a sociedade, revertam essa triste situação. Seria interessante que a mídia, através de filmes, novelas e noticiários, mostrasse estudos científicos sobre o assunto e, dessa maneira, informar e conscientizar os cidadãos a não terem medo de doar. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde aumentar o repasse de verbas para os bancos coletores, buscando maximizar e melhorar o serviço prestado à população. Tais medidas atuarão como a força descrita por Newton, suficientes para salvar vidas e dar novas esperanças à quem precisa da doação.