Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 10/10/2019

A Escola de Frankfurt, na primeira metade do século XX, defendia que a racionalidade levaria a humanidade à destruição. Entretanto, tornou-se perceptível outras facetas do progresso científico, um aspecto até mais solidário, como o desenvolvimento das transfusões sanguíneas. Em vista disso, percebe-se, contudo, na contemporaneidade, certos obstáculos às doações de sangue no Brasil, principalmente ao examinar os baixos índices dessa prática em sociedade. Isso ocorre, dentre outros aspectos, pelo preconceito a certos doadores, bem como ao fenômeno da desinformação.

A princípio, mesmo que a filosofia existencialista de Sartre afirme que o homem está, paradoxalmente, condenado a ser livre, quando se examina a restrição de muitos homossexuais a doação sanguínea no país, percebe-se, sobretudo, não apenas um desrespeito a direitos básicos, como a dignidade humana, mas também à saúde da população. A esse respeito, embora o artigo 5 da Constituição Federal de 1988 assegure a isonomia da sociedade, ainda persiste certo preconceito contra doadores homoafetivos. Como exemplo, segundo a revista Superinteressante, deixa-se de recolher 18 milhões de litros de sangue todos os anos com esses esterótipos. Consequentemente, é visto, cada vez mais, as raízes do preconceito inviabilizar os processos de transfusões.

Além disso, outro fator preponderante na diminuição de doadores no país é a desinformação. Isso se explica, por exemplo, ao analisar o desconhecimento de muitos cidadãos sobre os procedimentos clínicos e os requisitos necessários para essa prática. Nesse contexto, sob a ótica do escritor Ferreira Gullar, nunca houve na história tanto acesso a conteúdos como na contemporaneidade. Todavia, percebe-se, também, certa manipulação e distorção de informações, principalmente ao analisar a existência de movimentos virtuais contrários a doação de sangue, nos quais mediante a disseminação de pseudociência informam, rotineiramente, a população que essa prática potencializa o surgimento de doenças, bem como a contaminação. Desse modo, é visivelmente importante um olhar crítico sobre as fake news como uma alternativa para o aumento de doações na sociedade.

Em suma, é necessário a busca de medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, compete ao Ministério da Saúde criar mecanismos sociais de estímulo à doação sanguínea entre os membros da coletividade. Isso poderá se materializar mediante campanhas em redes sociais, como facebook, nas quais conte com a participação de profissionais e discuta, não apenas sobre a importância de ser um doador, como também reflita sobre o papel dos homossexuais na efetivação dessa prática no país. Tudo isso com o intuito de maximizar a doação sanguínea no Brasil, bem como combater qualquer obstáculo a essa atividade solidaria.

Em suma, é necessário a busca de medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, compete ao Ministério da Saúde criar mecanismos sociais de estímulo à doação sanguínea entre os membros da coletividade. Isso poderá se materializar mediante campanhas em redes sociais, como facebook, as quais conte com a participação de profissionais e discuta, não apenas sobre a importância de ser um doador, como também reflita sobre o papel dos homossexuais na efetivação dessa prática no país. Tudo isso com o intuito de maximizar a doação sanguínea no Brasil, bem como combater qualquer obstáculo a essa atividade solidaria