Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 09/10/2019

Segundo o teórico Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Esse panorama auxilia na análise dos desafios para doação sanguínea no Brasil, visto que a falta de visibilidade influencia diretamente no baixo número de doadores. Além disso, a pequena quantidade de pontos de coleta de sangue nos municípios contribui com o déficit nos hospitais.

Em primeiro plano, deve-se compreender que a divulgação de campanhas corrobora para o crescimento do volume de sangue estocado. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o junho vermelho - mês internacional da doação de sangue - com a finalidade de estimular pessoas do mundo inteiro a ajudar o próximo. Todavia, segundo o site Super Abril, no ano de 2014, menos de 2% do contingente populacional brasileiro voluntariou-se a essas campanhas. Ademais, de acordo com a burocracia nacional, no processo de doação homens homossexuais não podem contribuir caso tenham atividade sexual nos 12 meses anteriores ao evento. A argumentação defendida pelo Ministério da Saúde é que o grupo está mais sujeito a portar o HIV (vírus da imunodeficiência humana), trazendo à tona um ideal de cunho preconceituoso, visto que heterossexuais também são alvos do vírus.

Outrossim, a acessibilidade aos hemocentros é fundamental para atingir um maior número de donativos. Uma alternativa para o quadro supracitado são os coletores móveis. Em amostra ao exposto, nos Estados Unidos é possível doar sangue através dos “Big Red Bus” - ônibus especializados na coleta sanguínea. Esse novo modelo permite um contato maior da população com causas social e atrai a atenção dos moradores. Projetos como esse são manobras essências para humanização da sociedade e facilitam o sistema de saúde. Na perspectiva de Jaques Busset, a prevenção é mais eficiente que os médicos; logo, a doação é o preâmbulo para salvar vidas nos hospitais.

Infere-se, portanto, a necessidade de sensibilizar a população sobre a importância de doar sangue. Sendo assim, cabe os Ministério da Saúde com os UPA (Unidades de Pronto Atendimento) aumentar os locais de coletas de sangue nos municípios, por meio de coletores móveis circulando periodicamente nas cidades, e divulgarem campanhas nas redes sociais, visto que são os maiores disseminadores de notícias e formadores de opinião. Dessa forma, será possível exerce a solidariedade social, aumentando o estoque de sangue nos centros de saúde.