Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 10/10/2019

O aumento contínuo dos obstáculos para a doação de sangue na sociedade brasileira é evidente. Tratando-se da realidade do país, a causa vem aumentando gradativamente no contexto populacional. Sendo assim, é relevante fazer uma análise sobre os aspectos que corroboram para essa problemática: a questão da falta de informações, tabus e suas consequências.

Em primeira análise, cabe pontuar a questão da falta de informação e tabus. conforme o sociólogo Émile Durkheim, o fator social é uma maneira de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalizada e coercitividade. Nesse sentido, nota-se que a teoria durkheiminiana está socialmente negligenciada, visto que as restrições em relação aos homossexuais com o prazo de abstinência sexual de 1 ano e os dogmas religiosos impostos pelas doutrinas religiosas em relação a prática de doação de sangue no Brasil. Com isso, percebe-se que os tabus são impostos por parte da sociedade e por parte dos hospitais que fazem as transfusões sanguíneas. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 18,9 milhões de litros de sangues são desperdiçados no Brasil pelo fato de 10,5 milhões do homens brasileiros serem homossexuais. Nessa diapasão, nota-se a parcial inoperância do governo.

Ademais, nota-se que as consequências ocasionadas pelos obstáculos da doação de sangue são: longas filas de esperas nos hospitais e mortes por falta de tipos sanguíneos para repor o banco de sangue, fatores acarretados pelos desafios que o sistema de saúde enfrenta ao decorrer dos anos dentro da sociedade. Como descrito pelo portal G1, apenas cerca de 1,8% da população brasileira entre 16 a 69 anos doam sangue. Logo, é inaceitável que no mundo contemporâneo, dotado de tecnologia e informação, esse problema social ainda persistir dentro do país.

É evidente, portanto, que há entraves para combater os obstáculos para a doação de sangue na sociedade brasileira. Desse modo, o Governo deve criar Leis que estabeleçam quem homossexuais e fieis a uma religião com dogmas  possam fazer a doação de sangue, com objetivo de suprir a falta dele, espera-se com isso mitigar esse problema social. Além disso, o fomento à iniciação de campanhas online através das mídias sociais com influenciadores digitais em parceria com o Ministério da Saúde, com objetivo de atingir grande parte da população, para orientar e alertar sobre a importância de começar a doar sangue a partir de 16 anos de idade, para que não falte tipos sanguíneos nos bancos de sangue dos hospitais. Com isso, esses problemas serão atenuados no Brasil. Para que, assim, os atributos supracitados venham ser ressaltados dentro da sociedade.