Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 10/10/2019
Como Ralph Waldo diz “A maior riqueza é a saúde”, porém, essa riqueza está extremamente prejudicada no Brasil, um dos exemplos mais claros disso são as doações de sangue, onde o índice de doadores é muito abaixo do necessário e envolto de misticismo.
Primeiramente, as regras impostas no sistema de doação o afetam muito, por mais que sejam necessárias para a segurança do paciente cujo vai receber o sangue, algumas delas como o impendimento de homo e bissexuais doarem sangue apenas por manter relações com seus parceiros desincentiva esses doadores, e de acordo com o IBGE, cerca de 18,9 milhões de litros de sangue são desperdiçados devido a essa medida. Do mesmo modo, heterossexuais não sofrem de tal restrição, deixando claro que essa regra além de ser prejudicial ao sistema é discriminatório.
Dito isso, observamos na população uma clara desinformação sobre o assunto, o que leva a baixa procura e criação de diversos mitos sobre a doação, como por exemplo engrossamento do sangue perda ou ganho de peso, gerando medo e desinteresse no povo, isso reflete no país inteiro que infelizmente tem apenas 1,8% da população como doador, o que não chega perto do mínimo aceitável que seria 3%.
Por fim, a ineficácia da disseminação sobre o assunto se mostra clara, tendo de ser reforçado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em conjunto do governo, impondo tempo de publicidade na mídia e divulgação de folhetos em centros urbanos e escolas, tendo como principal informação as necessidades para doação, localização dos hemocentros e curiosidades sobre a mesma. Além disso, necessita-se também da regularização das regras dos hemocentros, para que todos possam doar igualmente sem nenhum tipo de preconceito.