Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Na obra Drácula do romancista Bram Stoker, seu personagem é um vampiro que necessita de sangue para viver. Fora da ficção, apesar de o ser humano não necessitar de sangue como alimento, muitos precisam de transfusão em hospitais. Com isso, surge os obstáculos para a doação de sangue no Brasil, que persistem intrínsecos na sociedade tanto pelo preconceito, quanto pela falta de empatia.

Mormente, faz-se necessário atentar para a discriminação contra a doação sanguínea de homossexual, que os impedem de doar. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 10,5 milhões de indivíduos do sexo masculino são homossexuais ou bissexuais. Nesse sentido, considerando que um homem pode doar até quatro vezes no ano, a o desperdício de 18,9 milhões de litros de sangue por puro preconceito. Logo, é inadmissível tal postura que prejudica a população que precisa de transfusão.

Outrossim, a doação de sangue encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra, “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre o problema, dificulta sua resolução, já que é necessário que a população se mobilize para suprir a demanda de bolsas de plasma e assim os doentes tenham chance de sobreviver.

Portanto, medidas cabíveis são imprescindíveis para a resolução do empecilho. Para que a sociedade brasileira possa superar a problemática, urge que o Ministério da Saúde juntamente com o Poder Midiático desenvolva palestras em todos os meios de comunicação com profissionais da saúde, por meio de explicações de como é o procedimento e onde fazê-lo, a fim de que possam tirar dúvidas da população acerca da doação. Ademais o poder Executivo deve financiar pesquisas para o esclarecimento acerca da doação pelos homossexuais, de modo a desmistificar o preconceito, que causa grandes perdas de doadores em potencial. Dessa maneira, distanciando a população brasileira da modernidade líquida de Bauman.