Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Atualmente, tem-se a diminuição do número de doadores de sangue no Brasil, reflexo de uma política discriminatória, por parte dos hemocentros, e da falta de conscientização da população. Em decorrência disso, pessoas que precisam receber sangue frequentemente, como portadores de anemia falciforme, encontram-se cada vez mais prejudicados. Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário.
Nessa perspectiva, é importante ressaltar que os critérios para seleção de doadores, segundo o Ministério da Saúde, não levam em consideração a orientação sexual do doador. Entretanto, é comum a restrição de indivíduos que sejam homossexuais, com a alegação de que essa parcela da sociedade é mais vulnerável à doenças sexualmente transmissíveis, como Aids e hepatite B. Contudo, é dever dos hemocentros realizarem exames para detectar qualquer alteração no sangue do doador, ou seja, com uma análise melhor das amostras é possível não só ampliar o número de doadores, mas também reverter a discriminação social vivida pelos homossexuais.
Além disso, outro problema é a falta de conscientização da população, que, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, está diretamente relacionada a possibilidade de mudança em uma sociedade. Isso ocorre porque a maioria das campanhas não enfatizam sobre os mitos e verdades a respeito da doação de sangue, o que implica fortalecimento do senso comum, como por exemplo de que o sangue pode engrossar após a doação, ou conter doenças.
Portanto, cabe à mídia e seus veículos, tais como TV e internet, juntamente ao Ministério da Saúde, promoverem campanhas que informem os cidadãos sobre a veracidade do ato de doar sangue, por meio de palestras e propagandas com profissionais da saúde. Dessa forma, será possível alterar o senso comum e aumentar os índices de doação.