Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. Os obstáculos para a doação de sangue são problemas que persistem na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso da persistência para a extinção, a falta de campanhas midiáticas e o preconceito enfrentado pelo homossexuais contribuem para a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com o Ministério da Saúde apenas 1,8% da população é doadora, e o ideal segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), seria de 3% a 5% da população. Tal dado comprova que ainda existem desafios para a resolução da problemática, visto que esse ato é de extrema importância para salvar vidas.

Entretanto, o questão está longe de ser resolvida. A falta de campanhas e propagandas que incentive e conscientize as pessoas sobre a importância é um dos principais obstáculos para o aumento da doação. Além disso, existe o preconceito com homoafetivos que são impedidos de doar por serem considerados grupos de risco, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerda de 10,5% dos homens no Brasil são homossexuais ou bissexuais e com isso, em torno de 18,9 milhões de litros de sangue são desperdiçados.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Dessa forma, para a conscientização da população a respeito do tema, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas ruas e escolas sobre a importância de ser doador de sangue, com intuito de aumentar esse número. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde não tratar homens que tiveram relações sexuais com outros homens como inaptos temporários à doação de sangue. Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.