Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Consoante ao sociólogo Émile Durkheim, a solidariedade é fruto da consciência coletiva. Nesse sentido, a doação de sangue é um ato que segue o pensamento do sociólogo, uma vez que um indivíduo atua em prol da comunidade. Todavia, ao se referir ao Brasil, tal procedimento social sofre os obstáculos do preconceito em volta dos homossexuais e a cultura brasileira, os quais diminuem os índices de doações.

A priori, de acordo com uma pesquisa divulgada na internet - em 2014 - apenas 1,8% da população doou sangue. Por sua vez, segundo o IBGE, 19 milhões de litros de sangue são desperdiçados por ano devido ao preconceito social que restringe a doação em volta dos homossexuais. Assim sendo, é afirmado que o atual índice de procedimentos poderia ser maior caso as leis que atuam referente esse grupo fossem analisadas.

Por conseguinte, outra característica da população brasileira que minimiza esses índices é a cultura em volta da comunidade sobre o procedimento e sua alta necessidade. Nesse viés, seguindo a linha de raciocínio de Pierre Bourdieu, em seu livro “O Poder Simbólico”, o autor expõe a ideia de poder, o qual só é ativo por aqueles que não o possuem. Dessa forma, através da doação de sangue, o doador irá ativar esse poder no indivíduo receptor, visto que dará a eles esse “líquido” essencial para a vida.

Portanto, infere-se que medidas devem ser implementadas para que ocorram mudanças no país. Nesse sentido, cabe ao Governo criar campanhas que visem atingir a sociedade sobre a necessidade de tal procedimento, por meio de campanhas em televisores e rádios. Por sua vez, o poder judiciário deve analisar as leis que restringem a doação de sangue dos homossexuais. Dessa forma, a comunidade brasileira conseguirá identificar seu papel social e os números de doações aumentará.