Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. De forma análoga a esse pensamento, pequenos auxílios são capazes de salvar vidas, entre eles a doação de sangue. Entretanto, essa ajuda sofre com obstáculos no Brasil, em parte, por dois aspectos: a baixa informação e o preconceito com homossexuais.

Em primeiro plano, a falta de divulgação da importância de doação de sangue se torna um dos responsáveis pelo impasse. De acordo com especialistas do Hemocentro de Ribeirão Preto, é necessário campanhas públicas e esforço nas escolas para garantir o entendimento da relevância de doar sangue regularmente. Porém, este fato não ocorre devidamente no Brasil, por exemplo, na Bahia ocorrem diversos eventos atrativos, como o Carnaval, na qual a ingestão de bebidas alcoólicas aumentam os números de acidentes no trânsito, apesar disso o incentivo para aumentar doadores é escasso. Logo, conclui-se que a falta de conhecimento sobre o assunto dificulta a solidariedade social.

Além disso, o preconceito com homens homossexuais na doação gera obstáculos para solução do problema. Conforme a Organização Mundial da Saúde, indivíduos que possuem relações homoafetivas estão no “grupo de visto”, pois, na década de 80, houve um enorme aumento no índice do vírus HIV. Nesse sentido,os homens gays, no território brasileiro, precisam ficar 12 meses sem terem relações sexuais para poderem doar sangue. Contudo, o critério que deveria ser levado em consideração é a saúde da pessoa e não sua orientação sexual, visto que heterossexuais também podem transmitir o vírus. Com isso, o  objetivo de salvar vidas fica de lado na sociedade contemporânea.

Diante dessa problemática, consta-se necessário medidas para solução do impasse. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, em fusão dos meios midiáticos elaborarem programas e campanhas, por meio de profissionais qualificados que divulguem e dialoguem sobre a importância da doação de sangue, como comerciais e projetos sociais em escolas, a fim de promover maior conhecimento do assunto e aumentar os números de doadores. Com tais implementações, esse problema poderá ser apenas uma mazela passada na História brasileira.