Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 24/10/2019

A primeira transfusão de sangue coletado e estocado em garrafas de vidro ocorreu durante a Guerra Civil Espanhola, em 1939. Desde então, os métodos para tal ação evoluíram, e ela passou a ser vista como uma atitude nobre e solidária, que ajuda muitas pessoas. Entretanto, no Brasil, a falta de informação e conscientização da população acaba por ser um dos principais obstáculos para a doação de sangue.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), apesar do Brasil coletar o maior volume de sangue em termos absolutos na América Latina, ele doa proporcionalmente menos do que os outros países da região. Além disso, pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mostra que 59,5% dos doadores são voluntários, diferente de outros países da região, como a Nicarágua e a Cuba, onde 100% são voluntários.

Ademais, a falta de conscientização da população é apontada como um dos principais limitadores para o aumento da doação de sangue no Brasil, segundo especialistas. Afinal, o Brasil não se prepara para captar o doador desde infância, muitas crianças não sabem ou não conhecem a doação de sangue fora das telas da televisão.

Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para que os obstáculos para a doação de sangue no Brasil sejam vencidos. O Ministério da Saúde, junto das Organizações Não Governamentais (ONGs), deve implementar palestras nas escolas, de modo a conscientizar e ensinar a importância da doação de sangue. Essas palestras serão realizadas uma vez ao mês e abertas à comunidade, porém terão caráter obrigatório os alunos matriculados nas instituições onde ocorrerá o evento. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, em alguns anos o número de doações feitas por voluntários no Brasil aumentará.