Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A Constituição Federal de 1988, lei fundamental e suprema do Brasil, prevê os direitos à vida e à saúde. No entanto, a doação de sangue tem se mostrado uma realidade preocupante no contexto nacional, haja vista que o ato encontra-se cada vez menos realizado. Desse modo, percebe-se a configuração de um problema complexo, devido à falta de conhecimento e às insuficiências governamentais.
Primeiramente, é válido mencionar que a desinformação é uma das razões para o dilema. Conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Nesse sentido, verifica-se que o conhecimento é um instrumento de grande relevância social, uma vez que desenvolve o indivíduo e, por conseguinte, desconstrói pensamentos mítico culturais que impedem a realização da doação de sangue. Logo, nota-se a imprescindibilidade da discussão acerca do assunto, para que a população entenda a positividade gerada pela a ação.
Além do mais, é importante destacar que o descaso do governo influencia no impasse. De acordo com Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre pessoas de uma sociedade. Dessa forma, observa-se um desmazelo do Estado perante as ações da disseminação de campanhas conscientizadoras, de modo que os dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que somente 1,6% dos cidadãos brasileiros doam sangue. Assim, urge a necessidade da manutenção das propagandas de incentivo à prática.
Portanto, os obstáculos para a doação de sangue no Brasil devem ser quebrados, Para isso, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de informação sobre a temática, com o objetivo da comunidade compreender os procedimentos realizados e, isto posto, comece a praticar o ato. Ademais, tal ação ocorrerá por meio das mídias de grande alcance, como as digitais e televisivas. Feito isso, possivelmente, os direitos previstos pela Constituição sejam experimentados por todos.