Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana e a partir dessa frase podemos afirmar que uma das atitudes mais solidárias é a doação de sangue. Na sociedade brasileira ocorre um antagonismo a essa frase de Franz, pois apenas uma pequena parte da população é doadora de sangue. E os principais fatores para que haja um escasso número de doadores é a falta de conscientização da sociedade e a consideração de inaptos homens que mantiveram relações sexuais com outros homens no prazo de 12 meses. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de natureza -artigo 5- da Constituição Federal, é o que diz esse artigo, porém, a partir de 1993 temos uma contradição do mesmo, pois, homens que mantiveram relações sexuais com outros homens no prazo de 12 meses, eram considerados por lei, inaptos para a doação de sangue. Essa lei foi desencadeada principalmente por conta da epidemia de AIDS na década de 80 no Estados Unidos envolvendo grande parte de homossexuais, preocupando outros países como o Brasil e por conta disso, consideram até a atualidade um “grupo de risco”, mesmo que ocorra testes para assegurar a qualidade do sangue doado, fator como esse acaba por diminuir progressivamente o número de sangue em hospitais, gerando falta e sucessivamente mortes. Outro fator é a falta de consciência da sociedade, o número de doadores voluntários- aqueles que doam para um desconhecido por espontânea vontade- é muito baixo no Brasil, colaborando para essa condição, o número baixo de campanhas conscientizadoras pela mídia. Portanto, para que haja aumento de doação de sangue pela sociedade brasileira, é necessário que o Governo Federal em parceria do Legislativo anulem a lei que proíbe a doação de sangue por homens que mantiveram relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses, assegurando a qualidade do sangue com investimentos em novas tecnologias de análise, não apenas de homossexuais, bem como de heterossexuais também. Por outro lado, é indispensável que a mídia faça um papel de conscientizadora fazendo o uso de campanhas publicitárias.