Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/11/2019

Somente na década de 80 com o surgimento da AIDS que a doação de sangue na modalidade remunerada foi proibida definitivamente no Brasil, no qual, surgiram problemas qualitativo, devido o principal grupo de doação (anêmicos, dependentes químicos, entre outros). No panorama atual, destaca-se os obstáculos quantitativo (estoque de sangue abaixo do ideal), de forma a ampliar os desafios governamentais para mudança deste cenário, exigindo assim, reformulações sócio-econômicas.

Nesse contexto, observa-se a necessidade de melhorias na coleta de sangue, pois, segundo a ONU, apenas 1,8% da população brasileira é doadora, enquanto que o ideal é de 3 a 5%. Muito se deve ao rigoroso sistema de triagem, causado pela importância da segurança transfusional, de maneira a limitar a ampliação do público de doadores.

Ademas, verifica-se também, carência de campanhas educacionais infantis, com o intuito de diminuir a fração de doares reativos, isto é, aqueles que doam quando um conhecido precisa ou nas campanhas de doação que vão até eles.

Consequentemente, o Ministério da Saúde enfrenta riscos de não atender as demandas impostas, nos períodos sazonais de baixa de estoque de sangue e alta procura, conforme o Coordenador Geral de Sangue e Hemoderivados - MS, de tal maneira a possibilitar falhas nas obrigações constitucionais do Estado.

Portanto, percebe-se que o Governo deverá interferir por meio de programas e ações para reanálise e otimização das triagens na doação, com pesquisas laboratoriais em conjunto com desenvolvimento de tecnologias, interessados em ampliação dos grupos aptos a doar, porém, com qualidade e segurança. Além de campanhas de sensibilização das crianças quanto a importância desse ato, dessa forma, poderá haver conquista no desafio de possuir quantidades adequadas e com qualidade.