Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/11/2019

Em muitos países a doação de sangue ainda é um tabu, e no Brasil não é diferente, seja pela falta de conhecimento acerca da prática, como também pelo preconceito com alguns grupos sociais, como os homossexuais, considerados de risco pelo Ministério da Saúde, atualmente.

No Brasil, de acordo com as restrições adotadas pelo Ministério da Saúde, disponível em seu site oficial, homens que transam com homens, ou homossexuais, não podem fazer doação de sangue, logo quando são identificados na entrevista para continuação do processo de doação.

Sendo, que uma, entre as inúmeras perguntas do questionário, para realização da então entrevista, tem por objetivo diagnosticar se o indivíduo apresenta algum comportamento de risco, como por exemplo, ter tido relação sexual desprevenido, independente com quem seja (macho o fêmea). Ainda mais, o vírus do HIV e demais doenças infectocontagiosas são transmissíveis independente da orientação sexual do indivíduo.

Segundo a matéria: “Brasil desperdiça 18 milhões de litros de sangue por puro preconceito” da Revista Superinteressante, aponta que de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, 101 milhões de homens vivem no Brasil e 10, 5 milhões são homo ou bissexual, o que significa mais de 17 milhões de litros de sangue desperdiçados, que poderia salvar milhões de vidas. Apesar dos altos índices de infectados esteja entre os homens, foi verificado nas relações heterossexuais maior incidência AIDS, porém os casos de preconceito é relatado apenas por homossexuais candidatos á doação do que por homens heterossexuais.

Visto isso, se faz necessário que o Poder Público, através do Ministério da Saúde, reavalie as restrições de doação de sangue voltadas para os homossexuais, e crie políticas de doação mais flexíveis, sensíveis, e conscientizadoras para a população em geral, das diversas formas de contaminação e transmissão das doenças infectocontagiosas, alertando  para real importância da doação,  que é a de salvar vidas.