Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 17/11/2019

A doação de sangue no Brasil encontra grandes desafios, a começar pela dificuldade de acesso aos pontos de coletas e também a exclusão de grupos considerados de risco como é o caso dos homossexuais, tornando a disponibilidade de sangue menor que a necessária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto maior a renda, maior a taxa das pessoas que doam sangue. Cabe ressaltar a dificuldade e o desconhecimento desse ato pela população periférica. Os hemocentros, locais onde ocorre as doações, estão localizados principalmente nos centros das grandes cidades e a maior parcela da população não tem acesso a eles, seja pela questão da logística ou pelo simples fato de desconhecimento da causa.

Além do exposto acima, um grade grupo é privado de realizar doações apenas por um estigma e não por suas reais condições de saúde. Homossexuais não podem doar sangue caso tenha tido relações com uma pessoa do mesmo sexo no período de doze meses, independente de ser portador de alguma doença sexualmente transmissível (DST) ou não. Essa restrição se dar devido a crença que esse grupo é responsável pela disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, o que é uma inverdade, já que doenças como a AIDS e HPV também dispersam por relações heterossexuais.

Fica claro, portanto, que o Brasil se encontra num panorama delicado quanto a questão da doação de sangue, e medidas tornam-se necessárias para amenizar tal problemática. Em primeiro lugar, o governo juntamente com os hospitais públicos e privados devem criar e incentivar campanhas que levem hemocentros até os locais mais afastados, criando um centro de doação temporário que consiga atender a população de forma rápida e em horários flexíveis. Outro aspecto importante, os hemocentros devem levar em consideração a saúde dos doadores e não sua orientação sexual.