Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 12/03/2020
A série Grey’s Anatomy,que apresenta o dia a dia de médicos e residentes do hospital Seattle grace,mostrou em uma de suas temporadas,o drama vivido pelo paciente Denny Duquette,em sua agonizante espera na fila de doações de órgãos, por um transplante urgente de coração.Fora da ficção, tal episódio representa fielmente algo que ocorre diariamente nos hospitais brasileiros –a longa fila de espera por um transplante de órgão.Nesse sentido,cabe discutirmos a notória dificuldade para o aumento da doação de órgãos em nosso país e analisarmos suas causas.
A priori,é fulcral pontuar que a escassez de conhecimento perante ao assunto deriva da baixa atuação dos setores governamentais,no que tange à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências.Nesse sentido,diversas pessoas não têm compreensão sobre tal temática,tendo assim que enfrentar dilemas no momento de concordar com a doação de órgão de algum parente,por exemplo em casos de mortes encefálicas,a qual o paciente não apresenta atividade cerebral voluntária mas o organismo ainda permanece fazendo suas funções,essa situação é frequentemente confundida com o coma,fazendo com que muitas pessoas optem por não permitir que as partes do corpo sejam extraídas,porém ao contrário da morte do cérebro, no coma há a possibilidade de o paciente acordar e voltar a viver.Assim, é necessário que essa incompreensão seja combatida para que mais vidas possam ser salvas.
Ademais,é imperativo ressaltar a precariedade do sistema de saúde brasileiro como limitador da quantidade de órgãos reaproveitados.Partindo desse pressuposto,o jornal Folha de S. Paulo publicou um artigo que aponta a demora em notificar a morte cerebral do paciente como responsável pelo desperdício de 50% dos órgãos com potencial de transplante.Isso ocorre porque cada parte do corpo possui uma “validade”,a exemplo o coração, que deve ser retirado antes da parada cardíaca e só pode ficar em isquemia por seis horas,ou então não poderá ser doado.Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a má infraestrutura e ineficiência de alguns hospitais contribui para a perpetuação desse quadro. Assim,medidas faz-se necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.
Portanto,cabe ao Ministério da Saúde disseminar informações sobre a necessidade das doações,e adequar os hospitais para realização de transplantes.Por meio de campanhas publicitárias e cursos de capacitação para os médicos,com o intuito de mitigar as dúvidas acerca do tema e buscar a melhorias no atendimento hospitalar no que tange esse quadro.Para que,permita o aumento desses procedimentos e,desse modo,amenizar tais episódios,assim como na série sitada,recorrentes no Brasil.