Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 20/04/2020

Ao afirmar, ‘Se queres prever o futuro, estuda o passado’, o filósofo chinês Confúcio faz, de certa maneira, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato ele estava certo, pois os obstáculos para a doação de sangue não é uma problemática atual. Dado que, desde 2016 a Organização das Nações Unidas alerta sobre o baixo índice de doadores no Brasil. Nessa perspectiva, convém aferir os substanciais impactos de tal postura relapsa para a sociedade.

Primeiramente, é importante ressaltar os fatores que contribuem para esse mal. Segundo a teoria Iluminista, uma sociedade só progride quando um individuo cria empatia por outro. No entanto, a julgar a falta de doadores, verifica-se que o corpo social estar longe de atingir o estágio proposto pelo movimento intelectual. Tais motivos decorrem das campanhas publicitárias sazonais criadas pelo Estado, como o ‘Junho Vermelho’, por exemplo. Como consequência, menos de 2% dos brasileiros são doadores conforme dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde. Assim, torna-se importante que medidas públicas devem ser tomadas com urgência.

Outrossim, é válido ressaltar a homofobia como catalisadora desse quadro deletério. Dado que, conforme o Ministério da Saúde os homossexuais devem ter abstinência sexual de 12 meses para ser voluntário, o que não ocorre com pessoas heterossexuais. Contrariamente, ao artigo 5 da Constituição Federal de 1988, no qual define que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Desse modo, faz mister a reformulação desta postura estatal de forma urgente.

Infere-se, portanto, que deliberações exequíveis são necessárias para combater esse entrave na nação. Desse modo, a Sociedade Organizada, deve pressionar os atores Públicos e Privados, por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos abertos ao público para discussão e orientação sobre a importância da doação sanguínea, além de ampla divulgação nas redes sociais que inclua propagandas televisivas periódicas. Bem como, a descriminalização do público doador, desse modo despertará na sociedade um pensamento critico e reflexivo a respeito do tema, como também aumentará o número de doadores. Espera-se com essas ações, a resolução do infortúnio na sociedade verde e amarela.