Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 13/05/2020
No dia 8 de maio de 2020, o Supremo Tribunal Federal, decidiu derrubar a restrição à doação de sangue por homens gays no Brasil. A notícia trouxe uma discussão de extrema relevância: os desafios da doação de sangue na sociedade brasileira. Tornando-se, necessário ampliar o debate e a conscientização sobre está problemática.
Em primeira análise, é necessário entender a importância da doação regular. Um dos maiores problemas dos hemonúcleos nacionais é a falta de estoque. De acordo com dados do ministério da saúde, 16 a cada mil habitantes são doadores no país, esse dado corresponde a 1,6% da população, ficando abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é em torno de 5%. Dessa forma há a necessidade de aumentar o estoque, já que apenas uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas.
Além disso, é crucial compreender os motivos que levam aos baixos estoques. Apesar de várias campanhas, dias de folga e flexibilização dos requisitos para doação ainda não se verificou resultados satisfatórios. A falta de empatia da população interfere na conscientização. A questão geográfica também é um contribuinte para a problemática, uma vez que os grandes centros concentram a maioria dos postos de coleta.
Portanto, fica evidente que que medidas devem ser tomadas para salvar vidas. Primeiramente o Ministério da saúde (MS) deve aumentar o número de postos de coleta, com atendimento móvel através de caminhões e trailers adaptados, a fim de resolver a questão geográfica. O Ministério da saúde em parceira com o Ministério da Educação, pode realizar campanhas em escolas e universidades para incentivar estudantes, professores e pais a doarem. Além de implementarem na grade curricular componentes sobre o funcionamento do sistema de saúde. A mídia por sua vez, deve trabalhar em campanhas mais eficazes. O Poder Público pode criar programas de incentivos para servidores serem doadores regulares.