Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 29/05/2020
“Nada mais assustador do que a ignorância em ação”. Tal declaração proposta pelo auto alemão Goethe, permite-nos refletir, nos dias atuais, como a doação de sangue precisa ser melhor debatida na sociedade. Nesse sentido, convém discutirmos os principais obstáculos para doação de sangue no Brasil, que são, a falta de campanhas e o preconceito da população.
Primeiramente, campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. Tal fato, se torna ainda mais alarmante ao saber que a maior parte dos doadores são de reposição, ou seja, doam somente para parentes ou familiares em caso de urgência.
Além disso, vale ressaltar a ignorância da população que proíbe a doação dos homossexuais na doação de sangue. Na década de 80 esses homens eram considerados grupo de risco devido a uma epidemia de HIV, no entanto, hoje em dia essa proibição ainda persiste. Nesse sentido, o Brasil exclui a doação de “gays” que tenham realizado sexo até o prazo de 12 meses. Entretanto, a orientação sexual não pode ser critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a SIDA também é transmitida por heterossexuais.
Portanto, de modo a solucionar esse impasse, cabe a mobilização de agente como o Governo Federal. Logo, a mídia deve através de vídeos educacionais em plataformas como Youtube, Instagram, Facebook ensinar a importância da doação de sangue, além disso, mostrar quem pode ou não ser doador e que o importante não é a sua sexualidade e sim a sua condição de saúde. Desta forma, tornaremos a comunidade menos rude e com conhecimento o suficiente para saber que homossexuais não só podem como devem doar sangue.