Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Durante a segunda Guerra Mundial, entre os anos de 1930 e 1945, os bancos de sangue começaram a surgir em decorrência das necessidades de soldados e civis. Quase um século após o início dessa prática, o Brasil enfrenta dificuldades para propagar a importância da doação desse composto. Nesse sentido, é possível afirmar que a maioria dos brasileiros não reconhecem os benefícios desse ato. Isso se evidencia pelo baixo percentual de colaboradores e pela falta de informação que muitos possuem.

Em primeiro lugar, a cultura de ajudar o próximo não está, predominantemente, presente em nossa sociedade. Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde), cerca de 90% da população nunca contribuiu com a doação de plasma em um hemocentro. Infelizmente, mesmo com incentivos, a maior parte das pessoas não adotam esse simples hábito que pode salvar vidas.

Além disso, a disseminação de notícias enganosas afasta possíveis doadores. Logo após a criação dos bancos de sangue no, século XX, houve a repercussão que esse ato iria prejudicar a saúde de quem estava doando, muitos acreditaram nessa mentira e por essa razão se negaram a ajudar. É, pois, inadmissível em uma geração atual, com tantos meios de acesso à informação, notícias como essas não sejam esclarecidas.

Diante do que foi exposto, é de suma importância ultrapassar os desafios enfrentados com a doação de sangue no Brasil. O governo, portanto, deve criar campanhas para promover a incorporação dessa prática. Isso acontecerá por meio de propagandas e gratificação para os contribuintes, com auxílio de profissionais da saúde para esclarecer dúvidas e orientar quem pode realizar esse processo. Espera-se, com isso, que o número de brasileiros doadores possa aumentar e mais vidas possam ser salvas.