Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 23/06/2020
Em seu poema “No meio do caminho “, o autor brasileiro Carlos Drummond de Andrade mencionava a pedra como um entrave que impossibilita as pessoas de serem realizadas. De maneira análoga a obra, há obstáculos para resolver a questão da falta de doação de sangue no Brasil. Esse cenário ocorre não só em razão da falta de incentivo a partir do ensino, mas também da conscientização deficitária.
Primordialmente, é válido pontuar que a ausência de programas nas escolas brasileiras sobre esse gesto solidário é um impasse. Nessa perspectiva, conforme Émile Durkheim, sociólogo francês, quanto melhor for o processo educativo, melhor será o desenvolvimento da comunidade. Todavia, tal princípio, na prática, é distorcido na realidade uma vez que as instituições de ensino não buscam debates que geram uma compreensão ampla sobre a importância dessa medida nos estudantes, ou seja, faltam projetos escolares de incentivos que informam os estudantes sobre esse panorama. Sendo assim, é inconcebível que essa conjuntura se perpetue, dado que, por não informarem a sociedade completamente, impossibilitam o aumento de doação de sangue no Brasil.
Deve-se salientar, paralelo a isso, outro entrave é a conscientização sem estratégia. A respeito disso, o cientista político estadunidense Robert Putnam afirmava que o conceito Capital Social era conjuntos de forças coordenadas capazes de promover melhorias sociais. Não obstante, apesar de haver formas de gerar entendimento na população acerca dessa ação que salva muitas vidas, tal prática não é efetivada, tendo em vista que é necessário entender o motivo das pessoas não doarem sangue, o que significa que as instituições precisam se informarem acerca disso por meio de questionário destinados a comunidade antes de incentivar. Destarte, por terem mais noção a respeito da sociedade não estar realizando essa prática, procurariam outras formas mais eficientes de estimular.
Depreende-se, portanto, que haja um conjuntos de forças coordenadas capazes de promover melhorias nesse panorama. Para que isso ocorra, urge ao Ministério da Saúde - órgão responsável pelo bem-estar da nossa nação - tornar campanhas sobre doação de sangue mais estratégicas por intermédio de questionários destinados à população sobre o motivo dessa não realizar essa ação. Dessa forma, espera-se que, por encontrarem outras formas mais eficazes de conscientizar, os brasileiros tenham mais interesse de fazer essa medida que salva vidas