Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/06/2020
De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal, cabe ao Estado garantir a saúde populacional. Contudo, verifica-se uma defasagem na consolidação desse processo, visto que muitos pacientes são afetados gravemente pelo sistema de doação de sangue no Brasil. Nesse sentido, a baixa arrecadação e a défice distribuição de sangue pelos postos agravam o problema e, por isso, devem ser resolvidas.
É preciso compreender, em primeiro lugar, que, de acordo com uma matéria do G1, a doação de sangue no Brasil não é baixa, mas poderia ser maior. Assim sendo, motivos como o medo e a, suposta, falta de tempo impedem potenciais doadores deixam de doar e, infelizmente, salvarem vidas com essa simples atitude. Desse modo, é preciso uma motivação mude esse cenário e atraia esse público para os postos de doação, contribuindo assim para o bem-estar do corpo social.
Vale ressaltar, ademais, que, como retratado na série “Sob Pressão”, muitas cidades periféricas possuem pouca ou nenhuma reserva nos seus bancos de sangue. Diante disso, nota-se essa baixa doação devido reduzida população dessas áreas e, ainda, a desatenção estatal, a qual falha em suprir a carência de doadores nessas regiões. Dessa maneira, é notório o despreparo nesses municípios à situações que requeiram bolsas de sangues, o que coloca em risco a população local, denotando um grave cenário a ser revertido.
Infere-se, portanto, que a carente doação e distribuição de sangue devem ser sanadas a fim de garantir a saúde da população. Para tanto, urge a concessão de vantagens pelo Ministério da Saúde aos doadores de sangue, por meio de descontos gradativos às doações feitas pelos usuários em diversas plataformas de serviços, como iFood, Uber, Spotify, cabendo ainda a distribuição estadual das bolsas de sangue de acordo com a demanda das cidades. Dessa forma, tornar-se-á possível acréscimos nas doações de sangue e, assim, amenizar a defasagem Estatal para com o artigo 5.