Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Consoante ao dramaturgo e jornalista irlandês, George Bernard Shaw, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas mentes, não conseguem mudar nada. Não obstante, no Brasil, a doação de sangue vem enfrentando sérios problemas no que diz respeito ao atendimento da demanda elevada de transfusões. Diante do exposto, é válido avaliar quais aspectos corroboram para essa problemática.
Conforme uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, apenas 16 em cada 1.000 brasileiros doam sangue. Esse fato deve-se ao desconhecimento da população no que refere-se à importância das doações, uma vez que, a pouca divulgação de campanhas publicitárias somada a falta de um certo detalhamento específico, refletem diretamente no pequeno número de doadores.
Ademais, em nosso país, apesar do baixo estoque de sangue nos hemocentros, há restrições relacionadas à doações realizadas por homossexuais. Estas limitações se baseiam principalmente na ideia de que há maior incidência de HIV entre esses grupos, o que aumentaria o risco de infecção ao receptor. Entretanto, a orientação sexual não deve ser requisito a ser avaliado, visto que a doença também é transmitida por heterossexuais.
Portanto, diante dos fatos citados faz-se necessário que sejam tomadas atitudes para resolução do impasse, de modo que, o Ministério da Saúde, que possui como função oferecer e promover o bem da população, mediante à investimentos, promova uma ampliação no sistema de conscientização para doação de sangue, por meio de esclarecimentos e debates sobre sua necessidade. Ademais, a OMS (Organização Mundial de Saúde), deve revisar os critérios relacionados a seleção de doadores, afim de atenuar os obstáculos enfrentados pelos homossexuais na hora de salvar vidas. Em síntese, o problema poderia ser amenizado, prosperando, assim, na vida e na saúde de todos.