Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 10/07/2020
O Brasil vive uma crise em relação a doação de sangue persistente em toda sua sociedade. Segundo o Ministério da Saúde a doação de uma só pessoa pode salvar em média cerca de 4 vidas. Apesar disso, os números anuais não passam de 1,8% porcentagem essa que está longe de atingir a meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde. Essa situação nefasta, se dá em parte não somente pela falta de informação do brasileiro acerca do assunto, como também pelas restrições que até hoje cercam a comunidade LGBT.
Em primeira análise, é importante ressaltar a falta de discussão sobre doação de sangue nos lares brasileiros. Segundo o site de informações G1, cerca de 40% da população brasileira se quer sabe seu tipo sanguíneo, sendo esse número em maioria de jovens na casa dos 20 e 30 anos. Tais números exibem que se algo simples como esse tipo de informação é desconhecida por grande parte da população, a doação de sangue não seria diferente. Dessa forma, é possível observar como a ausência de debates e levantamentos desse assunto não apenas na mídia, como também ainda em ambiente escolar são uns dos grandes fatores para a crise atual nos hemocentros. Já que saber seu tipo sanguíneo e, ter consciência daqueles que se pode ajudar, são informações demasiadas necessárias para uma implantação da cultura de doação de sangue no Brasil.
Por conseguinte, se tem ainda a discriminação contra a doação de sangue feita por homens que mantém relações sexuais com outros homens. Tal pensamento arcaico fundamentado e apoiado pela Anvisa até hoje, prejudicam aqueles que poderiam vir serem beneficiados por essas doações. Nesse sentido, se torna inaceitável para um país que se encontra com mais de 45% dos hemocentros no vermelho ainda faça valer pensamentos preconceituosos e que não condizem com a atualidade, visto que hoje após a doação se tem a testagem para todos os tipos de doenças que possam estar presentes no sangue, tornando qualquer argumento contra essa ação refutável e urgente de mudança.
Depreende-se, portanto, a necessidade do Governo em implantar ainda no ensino básico a discussão acerca de doação de sangue, por intermédio da introdução do assunto em aulas de ciências, com palestras interativas, e depoimentos de outras crianças e adultos que foram ajudadas por essas doações. Espera-se, com isso, construir uma cultura de doação de sangue no Brasil presente na mente dos jovens ainda na primeira educação, para que os mesmos não somente possam a vir se tornarem doadores ativos no futuro, como também levantem essa discussão em casa com seus pais. Além disso, é preciso que o STF, aprove com urgência projetos de lei que visem acabar com a exclusão da doação de sangue por homens homossexuais, a fim de aumentar a quantidade de possíveis doadores.