Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 14/07/2020

Na série estadunidense “Brilhante Victória”, Tori e seus amigos levam Rob para o hospital, onde ele descobre uma enfermidade, necessitando de uma doação sanguínea para realizar a cirurgia. Fora da ficção, situações como essa são comuns porém, pouco exploradas. Dessa forma, a ausência de empatia e a falta de conhecimento são fatores que contribuem para a manutenção dos obstáculos na doação de sangue no Brasil.

Em primeiro plano, a escassez de empatia é um fator determinante para persistência do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, a contemporaneidade é fortemente marcada pelo individualismo. Sob essa óptica, a reflexão do sociólogo mostra-se intrínseca à realidade brasileira, no que tange à doação de sangue. Nessa perspectiva, esse fator que influi sobre a questão da saúde funciona como um forte empecilho para sua resolução, de modo que, apenas 1,8% da população é um doador, conforme setores da ONU. Assim, é necessário que o cidadão aja em prol da coletividade.                           Ademais, a escassez de conhecimentos é um fator determinante para persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do impasse: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a prática da doação sanguínea, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema, promovendo, assim, a manutenção de seus obstáculos. Dessa forma, medidas devem ser tomadas pelos órgãos competentes do Estado para que seja possível garantir esse direito aos brasileiros.

Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação aos obstáculos para a doação de sangue no Brasil, com a ação do Poder Público. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério dos Direitos Humanos ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar as preexistentes, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível entender sua importância com o apoio de médicos e pessoas que usufruíram desse processo. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.