Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 19/07/2020
“A saúde como a fortuna, deixa de favorecer aos que abusam dela” afirmou Charles Saint-Evremond. Nesse sentido, a citação de Saint-Evremond tem se aplicado à realidade do Brasil, visto que, no cenário atual a carência de um número adequado de doações é um problema de saúde pública. Portanto, é necessária uma discussão acerca dos obstáculos para a doação de sangue no Brasil, uma vez que, o número de doações é insuficiente e preconceitos impedem potenciais doadores.
A priori, é impetuoso destacar a necessidade do aumento no número de doadores no Brasil. De acordo com a BBC Brasil, apenas 1,8% da população brasileira doa sangue e dessa pequena parcela somente 59,2% são voluntários, o restante (40,4%) são doadores de reposição, ou seja, aqueles que doam por razões pessoais (quando um amigo ou parente precisam de sangue). Logo, é substancial a alteração desse quadro, tendo em vista que, de acordo com a OMS, o ideal é uma taxa entre 3% a 5%, da população total de um país, seja doadora.
Outrossim, é impetuoso pontuar que potenciais doadores são impedidos devido a preconceitos. De acordo com o site G1, uma das regras para doação de sangue no Brasil é que homens não tenham relações sexuais com outros homens em um período de 12 meses. Segundo o Ministério da Saúde, essa decisão é baseada em fatos científicos e não se trata de uma regra descriminatória, mas de acordo com relatos, a realidade nos hemocentros é outra.
Depreende-se, portanto a necessidade de reformular a estrutura de doação de sangue no Brasil e assim desviar desses obstáculos. Logo, cabe ao Estado incentivar a população a se tornar voluntária, mediante campanhas e propagandas, afim de aumentar o escore total de doadores. Bem como, compete aos cidadãos cobrar do governo que seja permitido doação de pessoas independente de sua orientação sexual, por meio de manifestações, com intuito de combater o preconceito,visto que,não há provas de que LGBT’s são mais suscetíveis a conterem aids,por exemplo.