Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 21/07/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a doação de sangue, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nessa perspectiva, percebe-se uma propagação da problemática em virtude da pequena demanda de doadores e da falta de informação atrelada ao preconceito.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Segundo Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Entretanto, a realidade brasileira é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na quantidade de pessoas que realizam à doação de sangue na contemporaneidade de forma solidária, uma vez que parte da população doa como forma de ajuda para amigos e familiares.

Além disso, destaca-se o preconceito como promotor do problema. No Brasil, homens homossexuais só pode fazer doação sanguínea se tiver com 12 meses de abstinência sexual. De acordo com o IBGE, 10,5 milhões de homens no país são homo ou bissexuais, assim são desperdiçados 18,9 milhões de litros de sangue por ano. Além disso, a falta de informação da população afeta as doações, já que precisam de auxílio para perceber a importância do ato de doar, como também as que sabem o quão importante é, mas não doam.

Portanto, o Poder Legislativo, deve criar leis, por meio de decretos legislativos, que obrigem o cidadão brasileiro à doar sangue no mínimo duas vezes ao ano. Além disso, o MEC, deve criar projetos de conscientização, apresentado-os nas escolas e por meio da mídia, para efiaz resolução do problema. Dessa maneira, o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras assim como na alegoria da caverna de platão.