Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/08/2020

A princípio, cabe destacar a baixa porcentagem de doadores. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,6% da população brasileira contribui doando sangue. Pode-se atribuir, portanto, o baixo índice à falta de informação sobre o assunto, pois muitos indivíduos possuem a visão de que é um processo doloroso, nocivo e até que contribui para o aparecimento de doenças. Desse modo, tal fator corrobora a máxima de Sócrates, em que dizia que “os erros são consequências da ignorância humana”. Assim, observa-se que os erros nesse caso são as vidas humanas em risco por conta da ignorância acerca do tema.

Ademais, outro fator significativo é a falta de incentivo ao hábito de doar sangue. De acordo com o sociólogo Noam Chomsky, a mídia não tem o papel de informar o que acontece, mas sim de moldar a opinião pública segundo a vontade da classe dominante. Nesse âmbito, cabe destacar que a doação de sangue não traz lucros ao poder corporativo preponderante; e por isso não ganha espaço na mídia. Como consequência, estimula-se pouco o hábito de doar; e a população fica alienada a respeito da situação dos baixos estoques nos bancos de sangue e sobre as diversas vidas que estão em jogo.

Desse modo, fica evidente que o Brasil sofre com diversos obstáculos no processo de doação de sangue. Para mudar a atual conjuntura, é necessário que o Ministério da Saúde, junto à mídia, desmistifique os estereótipos acerca do tema por meio de propagandas e cartilhas contendo as principais dúvidas e respostas a respeito da doação. Assim, pessoas terão as informações necessárias e se sentirão mais seguras para contribuir. Paralelamente, deve-se aumentar a publicidade estimulando o hábito de doar sangue. Espera-se, assim, que todos tenham acesso ao direito à vida e à saúde, como previsto na Constituição.