Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 13/08/2020
“Junho Vermelho” é uma iniciativa social, cujo o ápice é o mês de Junho, que visa a conscientização da importância de doar sangue e tem como objetivo mobilizar o maior número de doadores possível. Entretanto, distante do ideal proposto por essa iniciativa, o Brasil enfrenta obstáculos para doação de sangue, como, a falta de discussões sobre o tema na camada legislativa e, consequentemente, o pouco de incentivo aos doadores.
Primeiramente, é importante ressaltar que a pouca presença de tal pauta nas frentes parlamentares é um dos principais desafios para a doação de sangue no Brasil. Sem dúvida, tal fato pode ser comprovado ao observar a democracia em Atenas – inspiração para o sistema político vigente no Brasil – no qual apenas os problemas sociais levados à discussão pública com o governo tinham possibilidade de serem corretamente solucionados. Desse modo, como, no Brasil, não existem bancadas legislativas específicas para discorrer sobre a doação de sangue, o problema não tem sido levado, efetivamente, para a discursão política. Assim, tal assunto não possui pertinência nos discursões parlamentares, o que leva à falta ações que ajudem a aumentar o número de doadores, por exemplo, medidas informativas e motivadoras.
Decerto, a falta de motivação para os doadores, causada pela pouca de pertinência desse problema nos meios legislativos, é um outro obstáculo para as doações sanguíneas. Certamente, isso possui ligação direta no pensamento de Kant, filósofo moderno, no seu pensamento sobre as ações humanas, ao afirmar que a motivação é um fato que deve ser considerado sempre no comportamento humano. Dessa forma, fica evidente que as iniciativas motivadoras, como, dias de folga e benefícios trabalhistas, são fatores que incentivam ações humanas, por exemplo, a doação de sangue. No mais, segundo pesquisas do G1, os países mais doadores da Europa adotaram tais iniciativas, assim, fica comprovada a eficiência de tal ação no que se diz respeito ao aumento no número de doadores.
Portanto, visto os obstáculos enfrentados pelo Brasil na doação de sangue, o Ministério da Educação deve, por meio de projetos de formação continuada, propor palestras que incentivem os alunos – futuros legisladores - a reconhecerem a importância de tal pauta na realidade da população, a fim de que, no futuro, essa pauta tenha relevância nas discussões parlamentares e, consequentemente, medidas de incentivo aos doadores sejam implementadas na sociedade. Ademais, para atingir um maior público, tais palestras devem ser gravadas e, posteriormente, disponibilizadas on-line. Por certo, com essas medidas, o ideal proposto pelo “Junho Vermelho” poderá ser alcançado pela sociedade.