Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 16/08/2020
“Na vida não existe nada a temer, mas a entender”. De fato, tal máxima formulada pela ilustre cientista polonesa Marie Curie, se mostra atemporal devido a sua aplicabilidade em diversos assuntos que corroboram o progresso humano. Nesse sentido, no hodierno brasileiro, a prática da doação de sangue é encarada como um grande desafio a ser enfrentada, ora pela escassez de campanhas informacionais, ora pelo baixo incentivo aos doadores. Assim sendo, é imprescindível buscar o entendimento acerca dos obstáculos que figuram a problemática brasileira.
Em primeiro lugar, urge analisar um grande empecilho que dificulta a mitigação do problema: a falta de campanhas regulares nos meios televisivos brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, 1,8% da população brasileira doa sangue sistematicamente. Entretanto, apesar do número está dentro do parâmetro definido pela OMS de população doadora, os homocentros nacionais convivem com o baixo estoque de sangue durante o ano. Desse modo, é papel do governo elaborar campanhas projetadas a população brasileira, a fim de destruir mitos que circundam grande parte do tecido social, com o objetivo de elevar o número de doadores regulares nos principais homocentros do país.
Em segundo lugar, é possível inferir que incentivos aos doadores beiram a inexistência quando o assunto é a doação de sangue no Brasil. De acordo com a Constituição Federal brasileira, é dever do Estado assegurar o direito à saúde da sua nação. Porém, pouco se faz na prática, uma vez que não há incentivo a parte massiva da população ativa:os trabalhadores. Assim, para que haja significativo aumento de doadores, é dever do Estado criar projetos que contribuam para o aumento de cidadãos voluntários, como exemplo, parceria do Ministério da Saúde com os empregadores das grandes, médias e pequenas empresas do país, por meio do estabelecimento de benesses ao empregado que queira se voluntariar na causa. Logo, com incentivos aos trabalhadores do corpo social, se torna consequência o aumento da população doadora regular no Brasil.
Portanto, é fulcral que o governo, em parceria com empresas privadas, elabore campanhas e projetos impulsionadores, por meio de propagandas inseridas na esfera televisiva, que incentivem e desmistifiquem os mitos que levam a sociedade a temer a prática da doação de sangue. Dessa forma, será possível aumentar o número de doadores e, consequentemente, usar do mais nobre ato da cidadania para salvar vidas e contribuir para o progresso humano, visto que a máxima de Marie Curie poderá ser empregada: não precisará ter medo da doação, pois o entendimento correto será alcançado.