Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 18/08/2020

Em 1980 foi registrado o primeiro caso de Aids no Brasil. Não obstante, jornais classificaram a doença como “Peste Gay”, pois a sociedade culpou os homossexuais pela disseminação do vírus e, por isso, eles foram restringidos de doar sangue até maio de 2020. Similarmente, as notícias falsas sobre o procedimento é constante e a falta de informações concretas são grandes obstáculos que impedem a doação de sangue no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que as notícias falsas sobre a doação de sangue são recentes. Atrelado a isso, o Ministério da Saúde, no ano de 2019, informou no site que há uma fake news que pede doação para uma criança que não existe. Destarte, o MS informou outra fake news relacionada: que apenas o sangue tipo AB poderia doar para AB, porém a biologia explica que AB tem compatibilidade de receber doações de quaisquer outros tipos de sangue, tais informações falsas podem desanimar doadores.

Nesse contexto, informações verídicas poderiam atrair mais doadores. Embora, existam campanhas que esclareçam mitos sobre a doação de sangue, a sociedade não é alcançada devidamente com o parecer do Ministério da Saúde. Dessa forma, é necessário que o Estado seja ativo com as campanhas de saúde e que torne o “bem comum”, teoria aristotélica que evidencia que o bem da sociedade é ser solidário com os demais, uma realidade para todos.

Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A campanha “Saúde com informação” poderia ser consolidada, com o auxílio do Ministério da Saúde, em que seria realizado propagandas nas plataformas digitais com mensagens que invalidem as fake news, no âmbito da saúde, como: “Caso de fake news sobre a doação de sangue encontrado” e logo em seguida as informações verídicas sobre o tema. Ademais, é necessário que o Estado reforce as campanhas de doação de sangue nas plataformas digitais, como o Youtube. Assim, a população teria acesso sobre como funciona a doação de sangue e a campanha teria mais alcance.