Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 20/08/2020

O filme “A corrente do bem” retrata como a boa ação de um menino gerou um fenômeno de solidariedade em cadeia. Infelizmente, essa não é a realidade das doações de sangue no Brasil, que ainda são consideradas abaixo do esperado. Esse fato se deve, principalmente, à falta de incentivo à solidariedade na sociedade brasileira, que se tornou alheia à empatia.

Nesse cenário, de acordo com a ONU, o ideal é que 3 a 5% da população de uma nação seja doadora. Contudo, infelizmente, apenas 1,8% dos brasileiros doaram sangue em 2014. Esses dados deixam evidente que o Brasil, o país que é tão conhecido por ser receptivo com os estrangeiros, não é solidário com os próprios compatriotas. Dito isso, o principal motivo do número de doadores de sangue ser tão baixo é a falta de incentivo e de informação sobre esse assunto desde a infância, visto que, a formação de valores nessa época é a base do caráter do futuro cidadão.

Além disso, muitas pessoas no país, devido à diversas doenças, precisam da doação de sangue para viver, como é o caso dos que estão à espera de transplante de medula óssea. E é por esses indivíduos que o Brasil precisa de uma mudança. Desse modo, é necessária a concretização de um dos objetivos da Constituição Federal de 1988, que é construir uma sociedade solidária.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, a escola deve incentivar os alunos a respeito da doação de sangue, por meio de palestras organizadas periodicamente, com a presença de profissionais a postos para coletar doações de sangue na  comunidade. Afim de que, as crianças cresçam sabendo a importância da doação de sangue e da construção de uma sociedade solidária.