Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2020
De acordo com o sociólogo Auguste Comte, em sua corrente Positivista, a sociedade vive em constante e contínuo progresso. Contudo, atualmente percebe-se que problemas como a escassa doação de sangue no Brasil, é um grave obstáculo para o progresso na contemporaneidade. Nesse sentido, vê-se que esse impasse está vinculado não só à falta de consciência sobre a importância de doar, mas também à herança cultural ligada a ausência de empatia.
Em primeira análise, a carência de compreensão acerca da necessidade da doação de sangue apresenta íntima relação com a existência deste cenário. No ano de 1900, o biólogo Karl Landsteiner desenvolveu pesquisas sobre o sistema ABO, no qual classificava todos os tipos sanguíneos. Entretanto, mesmo que diversas informações como essa sejam espalhadas, muitos ainda possuem dificuldades em entender sobre tipagem sanguínea ou métodos de doação, já que não sabem como realmente ocorre o processo e a relevância deste ato. Nesse viés, se torna claro que conhecimentos relacionados a esse assunto precisam ser difundidos cada vez mais.
Ademais, vale ressaltar que muitas pessoas não reconhecem a urgência da doação por terem a falsa ideia de que devido o Brasil não ter passado ou passar por grandes guerras ou catástrofes naturais, não necessita de contribuição. No Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, inúmeros cidadãos morreram ou sofreram graves danos devido aos ataques nas cidades. Com isso, adquiriram mentalidade de empatia com a situação do país, desenvolvendo uma consciência solidária. Isso é refletido na porcentagem do estoque sanguíneo doado nesses países, sendo no Brasil 1,8% a população doadora, enquanto no Japão esse número está entre 3% e 5%, considerado o ideal pela ONU.
Verifica-se, então, que medidas devem ser tomadas para solucionar o problema. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde, junto à mídia, por intermédio de campanhas de conscientização, crie comerciais e projetos públicos que abordem o quão importante é, para muitas vidas, a doação voluntária de sangue. Espera-se, com essa medida, combater a falta de informação e gerar uma cooperação da sociedade perante ao impasse. Somente assim, o progresso idealizado por Auguste Comte poderá ser alcançado.