Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 07/09/2020
No filme crepúsculo do gênero fantasia, o vampiro Edward Cullen é confrontado pela necessidade vital de se alimentar do sangue de outras pessoas para garantir sua existência. Embora seja uma obra ficcional, a trama apresenta características ao contexto atual brasileiro, nas quais pessoas necessitam de doação de sangue para sua sobrevivência, assim, enfrentando a escassez nos homocentros e se tornando um problema na sociedade, seja por falta de informação ou também negligência estatal.
Em primeira análise, vale salientar que a desinformação é uma das razões pela qual a problemática ainda perdura. Isso ocorre porque, a carência de incentivo é algo evidente e as campanhas apresentadas são ineficientes, gerando mitos sobre a importância de doar sangue, com isso, cidadãos sofrem em filas de espera para conseguir bolsas de sangue. Dessa forma, é inaceitável a omissão dos órgãos competentes, na qual tem a função de assegurar o direito constitucional a saúde.
Ademais, cabe ressaltar outra dificuldade enfrentada é a questão da ausência de intervenção do Estado. Percebe-se, os obstáculos para encontrar polos de doação, os habitantes de áreas distantes não tem acesso a esses serviços, desperdiçando bolsas de sangue que poderiam salvar vidas. Nessa perspectiva, consoante ao contratualista Jonh Locke, é dever do Estado certificar direitos aos indivíduos. Logo, é inadmissível a posição atual governamental, que deveria da a garantia de condições favoráveis a essa parcela significativa.
Depreende-se, portanto, a necessidade de encontrar caminhos para estimular a doação de sangue no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde (MS) responsável pela saúde de qualidade no país, em parceria com as mídias sociais, deve promover palestras e debates por intermédio de campanhas publicitárias, objetivando amenizar os transtornos relacionados ao impasse. Além disso, compete ao Governo Federal, encarregado da administração em todo território nacional, criar mais polos de doação, por meio de projetos de infraestrutura, a fim de diminuir as filas de espera por bolsas de sangue e cumprir a Constituição Federal de 1988.