Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 14/09/2020

A vida em sociedade exige o compartilhamento. Trabalha-se para produzir bens e trocar riquezas. Estuda-se para adquirir conhecimento e ensinar o próximo. A história humana é baseada em trocas para tentar alcançar a coletividade, e com a doação de sangue não poderia ser diferente. Este é o jeito de compartilhar uma chance de sobreviver, e ainda que seja um ato generoso e altruísta, no Brasil é também rodeado por medo e desinformação.

No dia a dia do brasileiro comum, não há a conversa sobre doação de sangue. Ainda que no contexto da vida pública o assunto seja de extrema importância, o que vê-se é que, para muitos, isso não é prioridade. Essa ação voluntária é capaz de salvar vidas, e é disso que grande parte da sociedade brasileira não tem noção.

A falta desse debate gera problemas sérios no sistema de saúde. A informação sobre como acontece a doação de sangue não chega às massas, assim não há educação sobre o tema, depois produz-se um medo generalizado, o que afasta as pessoas dos hemocentros. O tópico acaba por ser tomado de dúvidas e tabus, quando o que se faz necessário é valorizar que a doação de sangue é segura e salva vidas.

Portanto, é dever do Ministério da Saúde investir em campanhas educativas mensais sobre doação de sangue, levando a informação da esfera federal à municipal e criando, juntamente com as secretarias regionais de saúde, ações específicas para cada região do país. Desde espaços públicos, mídias digitais e até escolas, a conversa precisa se manter ativa para que tabus sejam quebrados e cidadãos tornem-se conscientes de como suas ações afetam a sociedade. Dessa forma, a prática de doar sangue poderá se tornar prioridade na vida dos brasileiros.