Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/09/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário quanto à questão da doação de sangue. Nessa perspectiva, nota-se como a deficiência estrutural no armazenamento de sangue e a carência no conhecimento sobre o assunto intensificam tal problemática.

Em primeiro plano, é importante destacar a escassez estrutural idealizada para a retenção de sangue doado. Segundo a Hematologista e Hemoterapeuta Yeda Maia de Albuquerque, o Nordeste não possui “agências transfusionais” que possuem a função de armazenar sangue e atua na comunicação entre o hemocentro e o hospital, causando, então, o desperdício de sangue. Além disso, evidencia-se que a falta dessas agências, provocam também a diminuição de doações de sangue, uma vez que o Nordeste é a segunda região mais populosa do Brasil.

Simultaneamente, vale ressaltar a questão educacional no Brasil, visto a falta de abordagem a respeito de doações de sangue. Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, as pessoas com maior escolaridade representam a maior parte da taxa de doações. Em razão disso, verifica-se que a educação é indispensável para esse assunto, uma vez que existem, ainda, aqueles que presumem contrair doenças infecciosa por meio da coleta, reforçando cada vez mais o desconhecimento do assunto pela população.

Portanto, é interessante que este problema seja tratado. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Estado, por meio de campanhas, providenciar o aumento de hemocentros e financiar agências transfusionais, para que a doação de sangue seja eficiente e que não haja desperdício do mesmo. Da mesma forma, torna-se importante a intercessão do Ministério da Educação, por meio de palestras, debates e minicursos, com finalidade de extinguir os mitos, conscientizar e informar a população sobre a importância e benefícios da doação de sangue. Só então, seremos uma sociedade que efetuará, de fato, a lei dos Direitos Humanos.