Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/10/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direito, inclusive à saúde. Por conseguinte é imprescindível que o país tenha tenha altos números de pessoas doadoras de sangue. Entretanto, os frequente obstáculos enfrentados pelos hemocentros demonstra que essa premissa ainda não é experimentada na prática. Nesse contexto, cabe analisar que o comportamento social e a negligência governamental são os principais causadores do problema.
No que concerne à problemática, cabe analisar que uma parcela da população não se preocupa em doar sangue. Nesse viés, consoante ao pensamento de Zygmunt Bauman, no livro “Modernidade Líquida”, as sociedades contemporâneas são pautadas na efemeridade, na individualidade e no imediatismo. De maneira análoga, a teoria do sociólogo aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista o comportamento fútil das pessoas, que não dão a devida importância para o processo de doação, vendo sua necessidade somente quando necessita de doador. Como consequência, os estoques dos bancos de sangues não conseguem abastecer a demanda do país.
Outrossim, a falta de atenção dada por parte dos governantes é um fator que agrava a situação em questão. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social - leis -, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, no que diz respeito à falta de leis voltadas para o incentivo e a facilidade de doar sangue, tendo em análise que as diversas burocracias e restrições ao doador dificultam esse processo. Com efeito, o governo não promove, de maneira efetiva, o contrato estabelecido por Hobbes.
Urge, portanto, medidas para amenizar o problema em questão. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Poder Político, solucionar os obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Isso será feito por meio de investimentos em propagandas publicitárias, seja através da televisão e de panfletos, que visarão o incentivo e a importância de se doar sangue, e irão demonstrar como esse processo pode salvar diversas vidas na sociedade. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam uma sociedade que promove o direito à saúde, como prevista por Tomás de Aquino.