Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 09/10/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todo indivíduo de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos, inclusive a saúde. Entretanto, o baixo estoque de sangue nos hemocentros, que dificulta e atrasa tratamentos de pacientes, atestam que essa premissa não é experimentada na prática. Nesse contexto, o comportamento social e a negligência governamental são alguns dos causadores da persistência desse problema.
No que concerne à problemática, há desconhecimento do povo brasileiro sobre a doação de sangue. Segundo o francês Michael Foucault, as escolas são instituições de sequestros, tendo em vista que priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do cidadão. Contudo, a teoria do filósofo é experimentada na sociedade brasileira, tendo em vista que os centros pedagógicos não abordam questões que debatam sobre a importância da doação, para ajudar salvar vidas, e seus mitos, fato que faz com que as pessoas tenham receio de doar. Como consequência, surge desconhecimento de tais fatos, o que leva ao preconceito.
Outrossim, a falta de leis que regem a popularização do ato da doação é um fator agravante do problema. Consoante ao contratualista Thomas Hobbes, todo indivíduo abre mão de parte de sua liberdade, e delega funções ao Estado, por meio de contratos sociais, em busca de um bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade no Congresso Nacional, no que diz respeito à leis voltadas para a promoção, para conhecimento de todas as pessoas sobre a falta de sangue nos hemocentros, locais de coleta, e horários. Dessa forma, a população não tem acesso a essas informações, isso leva a baixa quantidade de doadores.
Urge, portanto, medidas para diminuir os problemas em questão. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Estado, devem promover medidas para incentivar a conhecer sobre a doação de sangue, e mostrar os benefícios para a vida do próximo. Isso será feito por meio de palestras, filmes e aulas expositivas, ministradas por professores de biologia, médicos e enfermeiros, que irão debater sobre a importância, mostrar que é seguro, quem pode e não pode, mostrar o que é verdadeiro e o que é falso. Dentro dessa conjuntura, o povo irá conhecer e se interessar e, consequentemente, os números de doadores irão crescer.