Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 21/10/2020
Dantes, de 1500 a 1808, no Brasil Colônia, não existiam políticas públicas estruturadas para a saúde, quer seja pela recuperação quer seja pela prevenção. Hodiernamente, ainda é notório a ausência de ações que contribuam para as evoluções na área da saúde, sobretudo no sistema de doação de sangue. Nesse sentido, tanto a falta da solidariedade voluntária entre os indivíduos no ato de doar, quanto a persistência de informações enganosas e irracionais sobre essa ação, são assuntos pertinentes no atual panorama social.
Em primeiro plano, consoante o escritor, Antoine Saint-Exupéry, a verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca. Entretanto, no que tange a doação de sangue no Brasil, essa afirmativa é contrária com a realidade nacional, em que a ausência de empatia é notada em situações como uma doação feita específica para um parente, amigo ou conhecido, logo a verdadeira solidariedade é limitada aos interesses próprios, fato que corrobora na escassez de sangue nos hemocentros. Dessa forma, é necessário a mudança de pensamento no que desrespeito a doação exclusiva, visando a necessidade de todos que precisam.
Em segundo plano, de acordo com o escritor inglês, Charles Caleb Colton, a má informação é mais desesperadora que a não-informação. Sob essa perspectiva, as consequências da má informação, citada por Colton, compromete a evolução nas doações de sangue, uma vez que, por ausência de conhecimento ideal e correto a população torna-se hesitante e temerosa no ato de doar, causando a carência nos bancos de sangue. Dessa maneira, é imprescindível a substituição dos mitos pelas verdadeiras informações para incentivar e assegurar a doação de sangue no Brasil.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nesse sentido, para a promoção da caridade ao público, urge que o governo, junto ao MEC, expandam projetos sociais e campanhas de doação, mediante ações educativas e difusão da cultura de solidariedade nas comunidades, escolas e trabalhos, a fim de maiores incentivos à doação e ao altruísmo para com todos que necessitam. Ademais, com o objetivo para a conscientização correta e ideal da população a respeito da doação de sangue, cabe as mídias, junto ao Ministério da Saúde, ampliar as publicações informativas e atendimentos para tirar dúvidas, por meio de correntes de conhecimento e divulgações de projetos, com o intuito de findar os mitos e aumentar as doações. Assim, garantir a prevenção e recuperação da saúde à sociedade, circunstância ausente no período Brasil Colônia.