Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 23/10/2020

A saúde e a igualdade são alguns dos princípios fundamentais previstos na Carta Magna de 1988. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não ocorre dessa maneira, haja vista que, alguns dos impasses para doação de sangue no país é justamente o preconceito com homossexuais. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao desamparo e despreparo para com a população quanto à redução de doadores de sangue no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não resolver os problemas da atenuação da taxa de doadores de sangue, sendo eles: preconceito com homossexuais, pouca divulgação da importância de ser doador, mitos e dúvidas da população, além de questões com tatuagens e piercings - visto que, a maioria das pessoas na atualidade tem pelo menos um piercing. Com isso, fere o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem social e os direitos dos cidadãos. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior engajamento por parte dos governantes para que o número de doadores aumente e pessoas sejam ajudadas e salvas com a contribuição.

Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam pela maior participação e qualidade de vida de sua população. A fim de se exemplificar, pode-se citar a Finlândia, país nórdico que investe na educação, divulgação e na cultura da empatia de sua população, tendo como objetivo estimular a doação, independentemente da orientação sexual ou da opção de se marcar o corpo de alguma forma. Assim, percebe-se que a falta de programas como esses faz com que os bancos de sangue brasileiros continuem fadados à perda e ao decrescimento de seus estoques sanguíneos.

Portanto, infere-se a necessidade de se resolver os obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde - que é responsável pela política nacional de saúde, assistência médica e pelos hemocentros do país - deve, por meio de parcerias com o Ministérios da Educação e a imprensa, usando verbas já destinadas para campanhas, realizarem mais propagandas na mídia, em transportes públicos e aulas mais aprofundadas nas escolas para sanar dúvidas, mitos e preconceitos a respeito da doação de sangue nos hemocentros brasileiros, como já ocorre na Finlândia. Dessa forma, tendo como finalidade cessar alguns dos entraves para a doação sanguínea no território nacional. Logo, evitando que se infrinja a lei maior federalista e que situações como a atual baixa nos estoques de sangue brasileiros se repitam.