Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Sob a perspectiva de vida abordada no livro “Eu sou Malala”, a autora ressalta sobre as dificuldades levantadas em detrimento aos fatores que abalam a existência humana, e revela que os obstáculos tornam o caminhar uma maneira de inibí-los ao usar artifícios a favor da resiliência como base para superar grades desafios. Analogamente, constata-se que é premente debater sobre os obstáculos que impossibilitam a efetiva doação de sangue no Brasil e, medidas condizentes para que esse fator seja aperfeiçoado no país.

Em primeira análise, é fato mencionar que a doação de sangue é um ato de continuidade à vida. Essa, por sua vez, com a evolução médica e científica, possibilitou aumentar a sobrevida de pacientes e, principalmente, pesquisas relacionadas à industria farmacêutica.Porém, apesar de investimentos que comuniquem paulatinamente a população sobre a importância da doação de sangue, essa ação ainda se encontra em baixa demanda resultando no padecimento de inúmeros cidadãos em hospitais, haja vista a insensibilidade da população para com a necessidade de doação hematológica. Assim, urge necessidade de ser corrigido pelo estado, promovendo caminhos que solidifiquem a doação com maior freqüência aos bancos de sangue.

Além disso, muitas pessoas, ainda acreditam em mitos que vão desde a contaminação por doenças contagiosas pelo material utilizado à perda de peso ao retirar o sangue, diminuindo ainda mais a vontade da população em ser voluntario. Outro fator existente para a desmotivação da população é a legislação ultrapassada, pois, estas criam obstáculos para quem deseja doar sangue. Além da faixa etária o fato dos homossexuais só poderem doar sangue após um período de 12 meses sem relações sexuais é a mais antiquada e conservadora lei, já que a AIDS foi associada à homossexual, porém, atualmente atinge a todos os grupos. Por conseguinte, fica claro que há ainda uma relação de preconceito de gênero envolvida nesta temática e, portanto, deve ser revista.

Destarte, visando a uma sociedade mais empática para a continuidade da vida, cabe ao Estado, por meio das Secretarias de Saúde, investir em campanhas que incentivem a doação sanguínea no país, promovendo palestras vinculados aos meios de comunicação mais usados a fim de atingir um maior número de pessoas. Ademais, com o intuito de conscientizar a população sobre esse viés, é importante que o Ministério da Educação (MEC) em parceria com as unidades de saúde municipais, estipulem projetos vinculados as questões de saúde pública, promovendo o trabalho feito pelo SUS, para que assim, a doação de sangue seja incentivada, como também, rever conceitos que possibilitem ampliar o público doador, se que haja preconceito.