Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Na série americana ‘‘Grey’s anatomy’’, é retratada a rotina de um hospital e relatado casos de pacientes que prolongaram suas vidas graças a realização de transfusões de sangue. Contudo, tal realidade não é encontrada no Brasil, já que, a ausência de doadores de sangue compromete o pleno funcionamento dos hospitais estabelecendo um cenário nocivo para a saúde pública. Nesse viés o individualismo e a omissão estatal se apresentam como obstáculos para a doação de sangue que carecem ser revertidos.

Nessa conjuntura, é válido ressaltar que o individualismo e o egocentrismo afetam o ato solidário. Segundo o filósofo Adam Smith, apenas a busca por interesses pessoais levaria a sociedade ao progresso e a benevolência seria apenas uma fraqueza humana. Desse modo, o egocentrismo idealizado por Smith é fortemente perpetuado no Brasil, com isso substancial parcela da população é indiferente à necessidade e ao sofrimento alheio e se recusa a participar de iniciativas para a doação de sangue. Sendo assim, não é razoável que os indivíduos considerem natural manter uma postura individual quando  pregresso da nação se dá de forma coletiva.

Além disso, é evidente que a omissão do estado dificulta ampliar a quantidade de doadores de sangue. De acordo com um decreto promulgado em 1948 pela OMS ( Organização Mundial da Saúde), as autoridades deveriam ser responsáveis pela manutenção da saúde pública de forma eficaz. Infelizmente, no Brasil as ações de incentivo a doação de sangue promovidas pelo poder poder pública são mínimas desrespeitando o estabelecido pela OMS. Dessa forma, tal postura ineficiente tem como resultado a escassez dos bancos de sangue, que, por sua vez pode causar algo ainda mais grave - a morte de pessoas que necessitam de uma transfusão. Sendo assim, enquanto não houver efetiva mobilização governamental o número ideal de doadores não será alcançado.

Infere-se, portanto, para que os obstáculos para a doação de sangue deixem de existir, o Governo Federal deve ampliar e criar programas para instruir e orientar toda a população acerca da importância da doação de sangue. Isso deve ser feito por meio da transmissão de propagandas e palestras pela grande mídia nas quias serão explanadas de forma detalhada e de fácil compreensão que o ato solidário de doar é essencial para a manutenção da vida e da harmonia social. Logo, a realidade brasileira não destoará da apresentada no drama americano.