Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 14/11/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, os avanços médicos possibilitaram a recuperação de soldados feridos e um desses avanços foi a transfusão sanguínea, na qual salvou diversas vidas. Entretanto, mesmo com essa evolução histórica e animadora, o Brasil ainda enfrenta obstáculos para a doação de sangue, por causa da falta de experiências trágicas e pela infraestrutura deficitária. Desta forma, deve-se analisar tais questões e buscar medidas que as solucionem de maneira eficiente.

Em primeira análise, vale destacar que o Brasil não passou por experiências trágicas que induzissem à doação sanguínea. Apesar do brasileiro ser considerado um povo acolhedor, a ausência de guerras em grandes proporções, como ocorridas nos EUA e no Japão, gerou uma situação de comodismo e negligência social, visto que nunca foi necessário. Dessa maneira, a pessoa só se comove à doação quando solicitada por alguém próximo e que careça do fluido. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil possui, em média, 1,8% de doadores voluntários, o que é abaixo do mínimo estipulado de 3%.

Outrossim, a deficiência estrutural é um fator a ser analisado. Em sua maioria, a falta da cultura de doação de sangue vinculada a de infraestrutura adequada faz com que a comunidade desanime, pois, para praticar tal ação é preciso, muitas vezes, que o voluntário se desloque para uma cidade maior que tenha um hemocentro. A exemplo tem-se uma reportagem do site BBC, na qual especialistas relatam a falta de unidades transfusionais em várias regiões do Brasil, comprovando tal deficiência.

Portanto, informar e criar meios para a doação de sangue são necessários. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas, deve estruturar unidades hospitalares, em especial nos locais deficitários, para receberem a doação sanguínea, por intermédio de equipamentos, insumos e propagandas que mostrem esse investimento, a fim de aumentar a doação. Ademais, cabe as escolas abordarem o tema nas classes, por meio de pesquisas e feiras, visando a criticidade social.