Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 08/12/2020

A transfusão de sangue é um procedimento realizado desde o século XVII e pode salvar vidas, para que ocorra é necessária a doação sanguínea. Entretanto, no Brasil enfrenta-se obstáculos que dificultam essa prática em maior escala. Entre eles estão não somente a falta de ações solidárias como também a omissão do Estado.

Em primeira análise, é válido citar como o individualismo pode interferir negativamente nessa questão. De acordo com o pensamento do filósofo Adam Smith, pai do liberalismo econômico, a benevolência humana é uma fraqueza. Esse egocentrismo existente na filosofia de Smith está fortemente presente na sociedade brasileira. Devido a isso, uma grande parcela da população é indiferente á necessidade do outro e não participa de campanhas de doação de sangue. Desse modo, o individualismo e a falta de solidariedade podem causar a morte de quem precisa da transfusão.

Somado a isso, outro desafio a ser enfrentado é a falta de ações eficazes do Estado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu, em 1948, que as autoridades deveriam se responsabilizar, de maneira competente, pela manutenção da saúde pública. No entanto, a realidade do Brasil não é a ideal, a atuação do Governo é ineficiente causando escassez nos bancos de sangue e, consequentemente, pode ser a causa da morte de diversas pessoas. Logo, o descaso das autoridades é um grande obstáculo para as doações sanguíneas.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde promova a conscientização da população, por meio de campanhas em redes sociais como, por exemplo, o Instagram para que os indivíduos deixem de lado seu individualismo e saibam a importância dessa causa. Além disso, é essencial que o Governo Federal atue de maneira eficaz  para manter a saúde pública brasileira, de acordo com o determinado pela OMS.